ARTIGO 27

O que SSMA pode aprender com a Kings League?

É possível ouvir que esportes tradicionais estão perdendo mercado? Que, da mesma forma, emissoras líderes estão encontrando dificuldades em manter suas audiências? Pois sim, isso está acontecendo, e entender por que outros esportes crescem de forma exponencial pode indicar, para nós da SSMA, que há uma oportunidade ainda não explorada.

Refiro-me, claramente, à Kings League, um futebol que mistura regras de diversos esportes e faz suas transmissões por streaming, ganhando audiência de forma exponencial.

Nesta publicação, quero apresentar uma série de aprendizados que podem (acredito que o correto seria “devem”) ser compreendidos e aplicados pelos profissionais de SSMA. São insights para se obter a alta performance e manter o engajamento dos colaboradores com a cultura que a empresa busca.

A digitalização chegou e você não pode ficar de fora. Espero que o exemplo da Kings League possa ampliar sua compreensão sobre este novo mundo digitalizado que já é uma realidade

NOVO PARADIGMA DO ENTRETENIMENTO E DO TRABALHO

A Kings World Cup, torneio mundial de futebol Society idealizado por Gerard Piqué e Ibai Llanos, foi concluída em junho, reunindo 32 equipes globais. O time espanhol Porcinos FC sagrou-se campeão e a equipe brasileira G3X FC, de Gaules, conquistou o vice-campeonato. Caracterizada por times liderados por ex-atletas e influenciadores, a competição, transmitida digitalmente, alcançou uma impressionante audiência de mais de 83 milhões de espectadores globais na Twitch, com picos de visualização individuais para Ibai Llanos e o canal oficial da Kings League.

Central para o sucesso da Kings League é a reinvenção da experiência do usuário, priorizando o dinamismo e a interatividade inerentes aos jogos eletrônicos. Através de regras inovadoras, votação popular e uma abordagem informal nas transmissões, a liga empodera o público, transformando-o de mero espectador em participante ativo.

Essa busca por autonomia e protagonismo reflete diretamente o desejo crescente da nova geração de profissionais, que anseiam por controle sobre seu tempo, liberdade de escolha e a capacidade de construir seus próprios caminhos.

A REVOLUÇÃO DO JOGO E DO TRABALHO

Pense comigo: o futebol tradicional, com seus 90 minutos e regras quase imutáveis, é como o mercado de trabalho de antigamente – formal, previsível, com carreiras lineares e processos burocráticos. A Kings League é um grito de “chega!” a essa morosidade, e isso ressoa com a urgência que as empresas e profissionais precisam ter hoje. A velocidade das mudanças exige uma adaptabilidade que as “regras antigas” simplesmente não comportam mais. Ela é a representação viva do futuro e do presente do mundo profissional: dinâmico, gamificado, focado, engajado e digitalizado.

1. A Gamificação: engajar para desenvolver

A “carta de ouro”, os tempos mais curtos, as mudanças de regras, tudo isso remete à gamificação que ainda pouco vemos nas empresas. Porque não ter avaliações de desempenho com sistemas de pontos, treinamentos interativos, desafios com recompensas? É a busca por tornar o trabalho mais envolvente, menos monótono. No entanto, é fundamental que a gamificação seja um meio para o desenvolvimento genuíno, e não um fim em si mesma que gere competição entre os que deveriam ser um time. Existem programas de incentivo que, em vez de motivar, criaram um ambiente de estresse e desconfiança e definitivamente não é isso que queremos.

Como gestor, indico aplicar a gamificação para:

  • Incentivar o protagonismo: que cada membro da equipe se sinta dono de sua performance e do seu desenvolvimento.
  • Fomentar a autonomia: dar espaço para que experimentem, errem e aprendam, sem a rigidez de um roteiro predefinido.
  • Promover a colaboração: os desafios devem ser pensados para que o trabalho em equipe seja a chave do sucesso, não a disputa individual.

    A “carta de ouro” do Kings League, deve ser a habilidade de cada um em usar seus talentos únicos para o bem comum, e não apenas para “ganhar o jogo”.

    2. Agilidade e o fim dos empates: a nova realidade

    A abolição dos empates na Kings League é uma metáfora poderosa para a tolerância zero à inércia no mercado de trabalho. Não há mais espaço para acomodação ou para a “zona de conforto”. Profissionais e empresas que não buscam inovação e solução rápida ficam para trás.

    O formato de 40 minutos do jogo reflete o nosso dia a dia de metodologias ágeis. Em SSMA, isso se traduz em auditorias mais dinâmicas, análises de risco rápidas e eficazes, e a capacidade de implementar melhorias contínuas em ciclos curtos

    A entrega de valor em pouco tempo é, sem dúvida, uma das competências mais valorizadas hoje.

    E entrada progressiva de jogadores? É a essência das equipes multifuncionais e da adaptabilidade. Engenheiros, técnicos e analistas precisam transitar entre projetos e demandas com fluidez, integrando-se rapidamente a novos contextos e colaborando de forma orgânica. A flexibilidade e a capacidade de aprender e se adaptar a novas configurações de equipe são um diferencial enorme.

    3. Liderança e Influência Digital: construindo sua marca

    Técnicos de Futebol, não existem, mas sim streamers.

    A ascensão de ex-jogadores e, principalmente, streamers (pessoa que transmite conteúdo ao vivo pela internet, utilizando plataformas como Twitch, YouTube, Kick entre outras) e influenciadores, como líderes de times na Kings League é um espelho cristalino da necessidade dos conhecimentos sobre marketing pessoal e construção de marca profissional.

    No mundo digital de hoje, não basta ser competente; é preciso saber comunicar seu valor, construir sua rede de contatos (o famoso networking digital e presencial) e posicionar-se como uma referência na sua área.

    Para os profissionais de SSMA, isso significa compartilhar conhecimento, participar de debates, interagir em plataformas como o LinkedIn, e mostrar ao mundo não apenas o que você faz, mas o valor que você agrega. A forma como nos comunicamos online é tão importante quanto o currículo formal. É a nossa “vitrine”.

    4. Audiência e Engajamento: propósito e pertencimento

    A alta audiência da Kings League, especialmente entre os mais jovens, é um sinal claro da busca por propósito, emoção e interatividade. Isso é algo que percebo há anos, as novas gerações de profissionais de SSMA não querem apenas um emprego com um bom salário. Eles buscam um ambiente onde se sintam conectados, onde seu trabalho tenha um significado maior e onde possam ter voz. Empresas que não oferecem um ambiente engajador, com flexibilidade, cultura de feedback e lideranças inspiradoras, terão dificuldade em atrair e reter talentos.

    O “sentir-se em casa”, característica da Geração Z, é sobre pertencimento, é fazer com que o profissional se identifique com os valores da organização e sinta que faz parte de algo maior. A segurança psicológica e o bem-estar são a base para esse pertencimento.

    5. Tecnologia como Catalisador: a proficiência como requisito básico

    A Kings League só existe por causa da tecnologia, isso é inegável, assim como grande parte das transformações no mercado de trabalho. No mercado de trabalho, o avanço da TI é o motor de todas as transformações: IA, automação, análise de dados, ferramentas de colaboração remota etc.

    Profissionais de SSMA, por exemplo, precisam dominar essas ferramentas para otimizar processos de segurança, saúde e meio ambiente. A proficiência digital não é um diferencial, é um requisito básico para a alta performance.

    A Kings League não é apenas uma “brincadeira” de futebol, é um espelho do que o mercado de trabalho exige. É uma lição contundente sobre adaptabilidade, agilidade, proatividade, capacidade de se reinventar e a habilidade de prosperar no universo digital. Ela nos lembra que, se o “futebol” não mudar, ele se tornará obsoleto. E o mesmo vale para nossas carreiras e para a forma como as empresas operam. Como estrategista de carreira, minha principal mensagem para os profissionais de SSMA e para qualquer um que busca sucesso na carreira é:

    • Abrace a autonomia e o protagonismo: não espere que as oportunidades batam à sua porta; vá em busca delas. Crie seu próprio caminho.
    • Use suas “cartas de ouro“: identifique suas habilidades únicas, seus pontos fortes e sua rede de contatos. Esses são seus maiores ativos neste “novo jogo”.
    • Lute por ambientes saudáveis: o desempenho de alta performance anda de mãos dadas com o bem-estar. Não aceite chefes abusivos ou ambientes tóxicos. O mercado mudou, e você tem o poder de escolher onde quer “jogar”.
    • O futuro (e o presente) é dinâmico. aqueles que entenderem essa dinâmica e se adaptarem a ela, com foco no desenvolvimento contínuo e na construção de um ambiente de trabalho humano e tecnológico, sairão vencedores. O “futebol” mudou, e nossas carreiras e a forma como as empresas operam precisam mudar junto!

LIÇÕES DAS REGRAS E PRINCÍPIOS DA KINGS LEAGUE PARA SSMA

A Kings League nos ensina que para ser relevante e engajadora, é preciso inovar, simplificar e envolver. E esses são princípios que um profissional de SSMA de alta performance deve carregar consigo. Vamos analisar algumas regras e princípios específicos e como eles se traduzem no nosso dia a dia em SSMA:

1. Início Rápido – a bola voadora: a proatividade na largada

Regra: em vez do pontapé inicial tradicional, a bola é lançada do centro e os jogadores correm para disputá-la.

Largada rápida em projetos e prevenção: para nós, significa que não podemos esperar as coisas acontecerem. Em SSMA, a inércia é inimiga. Devemos ser os primeiros a identificar riscos em novos projetos (antes de começarem!), a propor soluções inovadoras e a “correr” para antecipar problemas.

A regra da “bola voadora” para a reposição é sobre eficiência e agilidade na retomada. No SSMA, isso se traduz na capacidade de repor o curso rapidamente quando um plano não sai como o esperado, quando um incidente ocorre ou quando uma regra muda. Não há tempo para burocracia excessiva ou lamentações; é preciso reposicionar a estratégia e a ação o mais rápido possível para manter o fluxo de segurança. Um profissional de alta performance em SSMA tem essa capacidade de “virar a chave” rapidamente.

Rapidez de Ação: ao ser lançada a bola pelo alto, há duas estratégias diferentes, uma quando o jogador pega a bola e outra quando o adversário pega a bola. Esta rapidez de ação é uma competência fundamental para todo profissional de alta performance.

2. Armas Secretas (cartas aleatórias): estratégia, adaptação e inovação

Regra: cada equipe recebe uma carta secreta – Gol Duplo, Pênalti, Exclusão Temporária, Coringa etc.- que pode mudar o jogo a qualquer momento.

Gerenciamento estratégico de riscos e oportunidades: as “armas secretas” são a representação da incerteza e da oportunidade estratégica. Na carreira em SSMA, nem tudo é previsível. Um incêndio inesperado, uma mudança regulatória súbito, a chegada de uma nova tecnologia, um projeto que exige uma solução de segurança inovadora – essas são as nossas “cartas secretas” do dia a dia.

Habilidade de inovar sob demanda: um profissional de alta performance em SSMA não apenas lida com o inesperado, ele o transforma em vantagem.

  • Gol Duplo/Triplo: como podemos identificar e implementar soluções que tragam um impacto de segurança extraordinário? Isso pode ser um novo sistema de controle que não só evita acidentes, mas também otimiza a produção. Ou uma campanha de conscientização que gera um engajamento cultural sem precedentes.
  • Pênalti: é a habilidade de agir com precisão e decisão em momentos críticos, como ao implementar uma medida de controle emergencial ou ao tomar uma decisão difícil que impacta a segurança.
  • Exclusão Temporária: significa saber lidar com a perda de um recurso temporariamente (um colaborador-chave em licença, um equipamento crítico em manutenção) e, ainda assim, manter a operação segura, com planos de contingência bem definidos.
  • Coringa: é a versatilidade e adaptabilidade do profissional de SSMA para atuar em diferentes frentes, resolver problemas complexos e ser a “carta na manga” da organização quando o assunto é risco e compliance. Ele consegue se adaptar a qualquer cenário e encontrar soluções criativas.
  • Inteligência Competitiva: o “roubo de carta” lembra a importância de entender o cenário externo, o que a concorrência está fazendo em termos de SSMA (boas práticas, tecnologias) e como podemos adaptar ou melhorar essas estratégias para a nossa realidade.

3.Cartões e Exclusões: responsabilidade, consequências e gestão de crise

Regra: cartões Amarelos (2 min de exclusão) e vermelhos (5 min de exclusão, com substituição após esse período).

Consequência e accountability: no SSMA, as “sanções” (cartões) representam as consequências de desvios e comportamentos de risco. Um profissional de alta performance entende que a não conformidade ou a negligência têm impacto. E não é só sobre a multa ou a auditoria; é sobre a vida das pessoas e a sustentabilidade do negócio.

Gestão de crise e resiliência: a exclusão temporária de um jogador nos ensina sobre planos de contingência e resiliência da equipe. Se um sistema de segurança falha, se um equipamento quebra, se um colaborador-chave é afastado – a “equipe” de SSMA (e a organização como um todo) precisa estar preparada para cobrir a lacuna e continuar “jogando” com segurança.

Aprender com os erros e reincidências: um “cartão vermelho” é um sinal claro de que algo sério precisa ser corrigido. Em SSMA, são os acidentes graves, as falhas sistêmicas. O aprendizado aqui é aprofundado: não basta resolver o problema imediato, é preciso investigar a causa raiz e implementar ações que previnam a reincidência, garantindo que o “jogador excluído” (o risco) não volte a campo da mesma forma. Mais uma vez, falamos da agilidade de decisões, pois o jogo não vai esperar pela retorno do profissional, da mesma forma a empresa vai continuar a trabalhar.

4. Substituições Ilimitadas e Draft de Jogadores: flexibilidade, desenvolvimento de equipes e gestão de talentos

Regra: As equipes podem fazer quantas substituições quiserem. A maioria dos jogadores é selecionada por “draft”.

Desenvolvimento contínuo de habilidades: as “substituições ilimitadas” refletem a necessidade de adaptabilidade e requalificação constante. Um profissional de SSMA de alta performance não pode se apegar a uma única especialidade. Ele precisa ser versátil, pronto para aprender novas habilidades (digitais, de liderança, de gestão de projetos) e atuar em diferentes frentes conforme as demandas do negócio e da legislação.

Gestão estratégica de talentos: o “draft” é uma lição sobre a formação de equipes de SSMA multifuncionais e de alto desempenho. Um gerente de SSMA está sempre de olho nos talentos, tanto dentro quanto fora da empresa. Significa montar um time com diversas competências (engenheiros, técnicos, analistas, especialistas em IA aplicada à segurança), garantindo que tenha as pessoas certas, com as habilidades certas, para os desafios certos. É sobre valorizar e desenvolver o potencial de cada um.

Flexibilidade na alocação de recursos: a capacidade de substituir jogadores a qualquer momento é análoga à nossa flexibilidade em alocar recursos (pessoas, ferramentas, tempo) para onde são mais necessários, otimizando a performance geral do SSMA.

5. Engajamento da Audiência e Transparência: comunicação e cultura de SSMA

Princípio: A Kings League foi pensada para engajar o público, com interação constante, participação de influenciadores e votação de regras. Transparência no draft e reuniões.

SSMA é um “produto” de engajamento: para um SSMA de alta performance, a segurança, saúde e meio ambiente não são apenas regras, mas um “produto” que precisa ser “vendido” e engajar a “audiência” (todos os colaboradores). Um profissional de SSMA líder comunica de forma clara, interessante e interativa, usando diferentes canais (reuniões, comunicados, mídias internas, vídeos, gamificação) para garantir que a mensagem chegue e ressoe.

Cultura de transparência e participação: a “transparência no draft e nas reuniões” da Kings League nos inspira a sermos mais abertos. Em SSMA, isso significa: comunicar dados de acidentes e incidentes de forma clara, não para punir, mas para aprender e melhorar. Envolver os colaboradores na criação de regras e procedimentos de segurança, pois a participação gera pertencimento e adesão. Ser transparente nas decisões, explicando o porquê das medidas de segurança e como elas beneficiam a todos.

Empoderamento através do conhecimento: assim como a Kings League permite a votação de regras, devemos empoderar nossos colaboradores com conhecimento e voz ativa para que contribuam para um ambiente mais seguro.

6. Inovação e Quebra de Paradigmas em SSMA: ouse sair do manual

Princípio da Kings League: A liga busca inovar no formato do futebol, introduzindo regras que fogem do tradicional (como as “armas secretas”, o início de jogo no estilo polo aquático e as cobranças de pênalti diferentes). O princípio é desafiar as convenções para testar novas abordagens no esporte.

Desafie o “sempre foi assim”: em SSMA, nossa “tradição” muitas vezes nos leva a repetir métodos que, embora seguros, podem ser ineficientes ou pouco engajadores. Quantos treinamentos de segurança são monótonos e pouco eficazes? Quantas inspeções são apenas um checklists sem gerar valor real? Um profissional de SSMA de alta performance questiona: “Existe uma maneira melhor, mais rápida, mais eficaz de fazer isso?”

Metodologias humanas inovadoras: que tal “gamificar” a cultura de segurança com sistemas de pontos, distintivos e desafios colaborativos? Ou aplicar princípios de neurociência para desenhar comunicados de segurança mais eficazes e que realmente impactem o comportamento? Isso é desafiar as convenções do “cartaz na parede” ou do “Diálogo Diário de Segurança (DDS) monótono”.

Experimentação e “Ação-Piloto”: não é preciso revolucionar tudo de uma vez. O princípio de inovar é testar. Implemente uma nova abordagem em pequena escala, colete dados, ajuste e, se funcionar, escale. É como as “cobranças de pênalti diferentes” – um formato novo, que pode ser mais eficaz e emocionante, valendo a pena o teste. Ouse experimentar e aprender com os resultados.

7. Acessibilidade e Aproximação com o público em SSMA: desmistifique e envolva

Princípio: A Kings League ao envolver personalidades da internet e criar um formato mais informal, a liga busca derrubar barreiras entre os fãs e o esporte. O sistema de draft de jogadores amadores também contribui para essa acessibilidade, dando oportunidades a talentos emergentes.

Quebre as barreiras da linguagem técnica: profissionais de SSMA muitas vezes falam uma “língua” muito técnica, cheia de siglas e termos normativos. Isso cria uma barreira com o “público” (colaboradores, lideranças de outras áreas). Um SSMA de alta performance simplifica a comunicação. Como o “streamer” que traduz conceitos complexos de forma divertida, precisamos tornar o SSMA compreensível e relevante para todos, usando a linguagem do dia a dia, exemplos práticos e analogias que conectem.

Traga “personalidades” e “influenciadores” internos: em vez de apenas o SSMA ser o “guardião” da segurança, envolva líderes informais, operadores experientes e até mesmo a alta gerência como “influenciadores” da segurança. Crie programas onde eles possam compartilhar suas histórias, suas melhores práticas e reforçar a mensagem de SSMA. A segurança não é uma função, é uma responsabilidade compartilhada.

O “Draft” de talentos internos: o SSMA não é feito apenas por especialistas. O “sistema de draft de jogadores amadores” nos lembra de valorizar e desenvolver talentos de segurança em todos os níveis da empresa. Quem melhor para identificar riscos em uma linha de produção do que o próprio operador? Crie programas de “multiplicadores de segurança”, “comitês de melhoria contínua” ou “embaixadores de SSMA” compostos por colaboradores de todas as áreas. Dê a eles treinamento, ferramentas e voz ativa. Isso não só aumenta o engajamento, mas também democratiza o conhecimento em SSMA.

8. Transparência e Dinamismo em SSMA: construa confiança e adapte-se constantemente

Princípio: a Kings League se orgulha de sua transparência, como o processo de draft transmitido ao vivo e as reuniões dos presidentes. Além disso, a capacidade de adaptar e ajustar regras ao longo das temporadas demonstra um compromisso com o dinamismo e a melhoria contínua.

Transparência radical em dados e processos: no SSMA, a transparência constrói confiança. Se os dados de acidentes e incidentes (bons e ruins) são visíveis e discutidos abertamente (sem caça às bruxas), a equipe se sente mais segura para reportar e participar das soluções.

Draft Transparente: compartilhe as métricas de SSMA (taxas de acidentes, desvios, ações concluídas) de forma clara, como em um “painel de bordo” visível a todos. Mostre não apenas os números, mas o que está sendo feito para melhorar e como cada um contribui.

Reuniões dos Presidentes abertas: realize reuniões de SSMA que não sejam apenas para técnicos, mas que envolvam lideranças e representantes de equipes. Discuta os desafios abertamente, peça input e celebre as vitórias coletivas.

Dinamismo e adaptação contínua: o ambiente de trabalho e os riscos não são estáticos. Legislações mudam, novas máquinas são introduzidas, processos são otimizados.

Ajustar regras ao longo das temporadas: o profissional de SSMA de alta performance não se apega a um plano inflexível. Ele tem a capacidade de adaptar rapidamente as estratégias e procedimentos de SSMA à medida que novas informações surgem, novos riscos são identificados ou o contexto da organização muda. É um ciclo de aprendizado e ajuste constante, onde o feedback e os resultados guiam as próximas ações.

Processos leves e revisáveis: evite criar procedimentos tão rígidos que se tornem barreiras à agilidade. SSMA precisa ser um facilitador, não um burocrata. Isso exige um compromisso com a melhoria contínua e a capacidade de aprender com o que deu certo e o que precisa ser ajustado.

CONCLUSÃO

A Kings League, com suas regras e princípios, é um modelo fascinante que mostra para o profissional de SSMA, uma lição clara: o jogo mudou, e a busca pela alta performance exige que joguemos com essa nova mentalidade. Isso implica, primeiramente, na adoção de uma agilidade e inovação que supere a burocracia tradicional, fomentando processos mais fluidos, treinamentos engajadores e a coragem de experimentar novas tecnologias.

Em segundo lugar, faz-se indispensável o foco no engajamento e acessibilidade, buscando transformar a segurança em um conceito cativante, comunicando-o de maneira clara e envolvente, e estimulando a participação proativa de todos os colaboradores, que passam a ser vistos como “jogadores” essenciais.

Por fim, a transparência inerente à Kings League inspira a construção de uma transparência e liderança digital em SSMA, por meio da abertura de dados e processos, e do desenvolvimento de uma forte marca profissional no ambiente para influenciar e inspirar a cultura organizacional.

Em essência, o SSMA deve transcender o papel de mero “guardião” estático de normas, evoluindo para um agente de transformação dinâmico, inovador e altamente engajador, capaz de impulsionar a organização com uma mentalidade proativa e adaptável, alinhada aos desafios do presente e do futuro.

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